[ATENÇÃO: SE VOCÊ É UM FANÁTICO RELIGIOSO, ESSE POST NÃO É PARA VOCÊ. SE VOCÊ NÃO CONSEGUE DISCUTIR, REFLETIR E INDAGAR SOBRE RELIGIÃO, NÃO CONTINUE. ESSE POST, DEFINITIVAMENTE, NÃO É PARA VOCÊ]
Sou católica. Vou à igreja, fui batizada, fiz Primeira Comunhão mas fugi da Crisma. Acredito no Pai, no Filho e no Espírito Santo e sou devota a Santo Antonio. Rezo à Virgem Maria, peço perdão a Deus, mas não me confesso a padres. Celebrei o sacramento do matrimônio no catolicismo também e, quando tiver filhos, os batizarei na mesma igreja. Ensinarei-os a rezar o Pai Nosso, a Ave Maria, o Creio e, claro, a fazer o sinal da cruz.
Durante toda minha vida tive amigos das mais variadas religiões, ou formas de expressar a fé, e isso nunca foi motivo para continuar ou não a amizade. Sempre me perguntei o porquê de as pessoas se importarem tanto com a religião das outras, fazendo disso uma justificativa para menosprezá-las, julgá-las e afastar-se delas. Mas, espere! Não deveria ser ao contrário? Você já percebeu que, via de regra, quanto mais religiosamente fervorosa a pessoa é, mais preconceituosa ao diferente ela se mostra? Estranho...
Como disse na introdução, sou católica de formação e gosto muito da minha igreja. Mas, de nenhuma forma, isso me impede de refletir e criticar a alienação que vejo nos bancos das igrejas, tanto na minha quanto na sua. Infelizmente, não somente nos bancos das igrejas, mas também nos bate papos de esquina e, claro, nas redes sociais.
Observando, (como sempre) vejo gente desesperada em nome de uma religião. Desesperada para casar (pode?) por causa de uma religião. E pior: vejo gente matando em nome de uma religião. Apontando o dedo para todos, segurando a Bíblia na outra mão e praguejando sobre a vida dessa ou daquela pessoa. Tudo, em nome de uma religião. E me pergunto: como isso ainda pode ser possível, em pleno ano 2014? O que leva alguém a considerar-se cristão e temente a Deus e conseguir, de maneira tão cruel, desobedecer praticamente todos os mandamentos sagrados?
Gosto muito de ler, especialmente sobre História, e com isso acabo descobrindo e conhecendo muito sobre religiões e, por consequência, o cristianismo. E percebo, claramente, onde estão os erros, os defeitos e as mazelas das religiões: todas são comandadas por homens, e homens são corruptos por natureza. Então, é querer demais achar que a sua religião é perfeita, ou que o seu pastor, o seu padre, é perfeito e que todos os outros devem queimar no fogo do inferno, não acha? Eu acho. Alienar-se a ponto de entregar todos os seus bens materiais à uma igreja? Alienar-se a ponto de ofender, brigar, matar? Onde está o "amai ao próximo como a si mesmo"? Certa vez li um desses posts de Facebook que define muito bem o que quero dizer aqui: NÃO JULGUE O MEU PECADO SÓ PORQUE É DIFERENTE DO SEU. Certo?
E, para terminar: faça o bem, sempre. Se você não segue nenhuma religião, mas faz o bem, com certeza está melhor do que muitos cativos dos bancos de igreja. Faça aquilo que te faz bem e faça o bem para o próximo. Ajude quando for possível, ofereça seu ombro a quem sofre, doe um pouco de você. Garanto que será mais benéfico para você (e para os outros) do que doar o dízimo. Aponte menos o dedo para quem "peca" e olhe mais para você: o que você está fazendo para evitar o sofrimento de uma criança carente, de um doente, de um cão abandonado? Não seria mais legal ajudar do que julgar? Não seria mais legal crer que todos podem ser melhores do que deixar-se alienar por homens de terno (ou batina) que pedem seu dinheiro, em nome de Jesus? Seria.
Marcia
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